domingo, 21 de setembro de 2025

Por Que Vale a Pena Ser Revisor de Artigos Científicos?

Recentemente, recebi um certificado por ser revisor de artigos científicos (peer reviewer) e fiquei super feliz! Decidi partilhar aqui no blogue um pouco sobre esta experiência e os benefícios de fazer parte deste grupo.

1. Aprendizado Constante

Ao rever artigos, temos acesso a pesquisas novas antes de serem publicadas. Isso ajuda-nos a aprender coisas novas, ficar actualizados e até inspirar ideias para os nossos próprios projectos.

2. Reconhecimento

Ser revisor é uma forma de mostrar que contribuímos para a ciência. O certificado é uma prova disso e pode ser usado no currículo ou perfil profissional.

3. Melhoria Pessoal

Revisar artigos ajuda-nos a desenvolver o olhar crítico, a atenção aos detalhes e a capacidade de analisar textos científicos. São habilidades úteis para qualquer área.

4. Networking

Ao participar como revisor, conhecemos outros profissionais, editores e investigadores. Isso pode abrir portas para colaborações e novas oportunidades.

5. Satisfação em Ajudar

Saber que estamos a ajudar a melhorar a qualidade da ciência e a apoiar outros autores é muito gratificante.

Resumindo:
Ser revisor de artigos científicos não é só um trabalho voluntário — é uma oportunidade de crescer, aprender e contribuir para o avanço do conhecimento. Recomendo a todos que experimentem!

 


sábado, 20 de setembro de 2025

X Jornadas Científicas da UniZambeze - Chimoio 2025

 Ciência e Inovação em Moçambique: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

A apresentação de Fernando Chichango destaca o papel crucial da ciência e da inovação como motores do progresso social e económico em Moçambique. Com uma abordagem clara e estruturada, o autor explora os seguintes pontos:

1. Conceitos Fundamentais

  • Ciência: estudo sistemático dos fenómenos naturais com vista à melhoria da vida humana.
  • Inovação: aplicação prática do conhecimento científico para resolver desafios reais.

2. Comparação entre Ciência e Inovação

  • A ciência foca-se na produção de conhecimento; a inovação, na criação de soluções úteis.
  • Exemplos locais incluem universidades e centros de investigação (ciência) e secadores solares comunitários (inovação).

3. Instituições-Chave

  • Universidades, institutos técnicos e centros de transferência de tecnologia devem apostar fortemente na ciência e na inovação.
  • Destaca-se o papel misto de instituições rurais e comunitárias. Secadores Solares em Bandula

 

Secadores solares de frutas e vegetais

4. Tipos de Inovação Científica

  • Tecnológica, social, agro-pecuária, organizacional, ambiental, educacional e em saúde.

5. Processo de Inovação em Moçambique

  • Envolve múltiplos actores: comunidades locais, ONGs, investigadores, incubadoras, ministérios, universidades e agências de financiamento.
  • Ferramentas como o Repositório de Ciência de Moçambique (BR_118_I_SÉRIE_2024.indd) e o mapeamento da UNESCO são essenciais.

Processo de Inovação em Moçambique 

6. Desafios e Oportunidades

  • Desafios: infraestrutura limitada, financiamento insuficiente, fuga de cérebros.
  • Oportunidades: valorização de recursos locais, digitalização, parcerias internacionais e políticas públicas favoráveis.

7. Soluções Propostas

  • Investir em infraestrutura científica, apoiar jovens empreendedores, integrar ciência no ensino básico e técnico e fomentar redes de colaboração.

Contribuições Académicas

        Fernando Chichango é autor de diversos estudos sobre energias renováveis, secadores solares, bio etanol, e impactos socioambientais, com publicações reconhecidas internacionalmente.

 
Projectos de Inovação em Curso

Possíveis soluções para desafios d e inovação 



Mensagem Final:

“Estou sempre aberto para aprender com as críticas e colaborar para o avanço da ciência.” — Fernando Chichango, 2025

sábado, 6 de setembro de 2025

Investigadores da UniZambeze em destaque na Conferência Internacional sobre Energias Renováveis em Maputo

Entre os dias 3 a 5 de Setembro de 2024, a cidade de Maputo acolheu uma importante Conferência Internacional sobre Energias Renováveis, organizada pela Universidade Pedagógica de Maputo. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, académicos, decisores políticos e representantes do sector privado, com o objectivo de debater os avanços, desafios e oportunidades no âmbito da transição energética em Moçambique.

 A Universidade Zambeze (UniZambeze) esteve representada por dois investigadores de referência: Fernando Aníbal Chichango e Júlia Gaspar Silote, cuja participação foi marcada por contribuições relevantes e inovadoras para o debate sobre soluções sustentáveis, inclusivas e adaptadas ao contexto moçambicano.


 Fernando Chichango: Autonomia térmica e inovação com materiais locais

O investigador Fernando Chichango apresentou um estudo centrado na eficiência térmica de sistemas solares com armazenamento de calor, destacando o fenómeno de histerese térmica como uma vantagem estratégica para garantir autonomia energética em zonas rurais. A sua comunicação evidenciou o potencial de materiais alternativos de origem local, como chapa de zinco e tubos de aço galvanizado, na construção de secadores solares de baixo custo, promovendo a resiliência climática, o acesso a energia de qualidade e acessível para todos, e a segurança alimentar.

Momento de debate dos conteúdos apresentados 

 A experiência partilhada revelou-se promissora: o aquecedor solar de materiais alternativos desenvolvido demonstrou uma eficiência térmica de 58%, com um período de retorno do investimento estimado em apenas quatro anos, posicionando-se como uma solução viável e competitiva face aos sistemas convencionais.

 Chichango partilhou ainda experiências práticas do Centro de Transferência de Tecnologia e Desenvolvimento Económico, sediado em Bandula, distrito de Manica, onde se promovem iniciativas de educação ambiental comunitária, produção de álcool para desinfecção e valorização de tecnologias sustentáveis no meio rural.

 

Júlia Silote: Inclusão energética com enfoque no género

A investigadora Júlia Silote abordou a dimensão social da transição energética, com enfoque na inclusão de mulheres e jovens nos programas de acesso à energia fora da rede. A sua apresentação destacou o papel das mini-redes verdes e dos sistemas solares caseiros (SSC) como ferramentas de empoderamento económico, redução das desigualdades sociais e promoção da equidade de género, sobretudo em comunidades remotas e vulneráveis.

 Silote defendeu a necessidade de modelos de financiamento mais inclusivos e acessíveis, como o sistema PAYGO, e apelou ao reforço da formação técnica de mulheres, de modo a garantir uma participação activa e equitativa no sector energético, contribuindo para uma transição energética verdadeiramente justa.

 Contributo académico para uma transição energética justa e sustentável

A participação dos investigadores da UniZambeze nesta conferência reforça o papel estratégico das instituições de ensino superior na produção de conhecimento aplicado, na transferência de tecnologia e na formulação de políticas públicas baseadas em evidência científica.

 As suas intervenções alinham-se com os pilares da Estratégia de Transição Energética (ETE) de Moçambique, que visa alcançar 100% de electrificação até 2030, com 85% de energias renováveis no mix energético até 2050.

 A conferência constituiu igualmente uma plataforma para o fortalecimento de redes de colaboração entre universidades, governo, sector privado e parceiros de cooperação, num momento em que Moçambique se posiciona como plataforma regional de produção e exportação de energia limpa.



segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Bandula como Farol de Inovação Sustentável: Educação, Tecnologia e Esperança para o Futuro


 

No coração do distrito de Manica, na sede de Bandula, está a nascer uma nova visão de desenvolvimento — uma que alia conhecimento, inovação e compromisso com o futuro. O Centro de Transferência de Tecnologia e Desenvolvimento Económico tem-se afirmado como um espaço de aprendizagem activa, onde a educação para o desenvolvimento sustentável deixa de ser apenas teoria e transforma-se em prática concreta.

Secador solar de frutas e vegetais com armazenamento de calor sensivel via pedra sabão 

Neste centro, comunidades locais, técnicos e académicos juntam-se para partilhar saberes e construir soluções adaptadas à realidade moçambicana. Um dos destaques é a partilha de boas práticas de secagem de produtos agrícolas, utilizando secadores solares construídos com materiais alternativos e acessíveis, como a chapa de zinco. Esta tecnologia simples, mas eficaz, permite conservar alimentos, reduzir perdas pós-colheita e garantir maior segurança alimentar — tudo com baixo impacto ambiental.

 



Outro exemplo inspirador é a produção local de álcool para desinfecção, uma resposta criativa e sustentável às necessidades de higiene e saúde pública, especialmente em contextos de escassez de recursos. Esta iniciativa demonstra como o saber técnico pode ser colocado ao serviço da comunidade, promovendo autonomia e resiliência.



 

Mais do que um centro técnico, Bandula tornou-se um laboratório vivo de educação para a sustentabilidade, onde se cultiva o respeito pelo ambiente, o uso responsável dos recursos naturais e a valorização do conhecimento local. Cada actividade desenvolvida ali é uma semente lançada para garantir que as gerações vindouras herdem um mundo mais justo, limpo e equilibrado.

Este exemplo mostra que o desenvolvimento sustentável não é um luxo, mas uma necessidade — e que pode ser construído com criatividade, colaboração e compromisso. Bandula é prova de que, mesmo com recursos limitados, é possível fazer muito quando há vontade de aprender, ensinar e transformar.

O Ciclo Virtuoso do Saber e o Compromisso com o Futuro Sustentável

 Aprender- Ensinar - Duvidar - Reaprender

Na jornada de um profissional académico, há um ciclo que se repete com profundidade e propósito: começamos por aprender, depois ensinamos, e nesse processo descobrimos novas dúvidas que nos levam a reaprender. Este ciclo — longe de ser um sinal de instabilidade — é a essência da evolução intelectual. É nele que se moldam os pensadores, os investigadores e os educadores comprometidos com a transformação da sociedade.

Mas este ciclo não se limita ao saber técnico ou teórico. Ele ganha ainda mais sentido quando é orientado por valores éticos e ambientais. Num mundo marcado por desafios ecológicos e sociais, o académico tem um papel fundamental na promoção de boas práticas que garantam a preservação dos recursos naturais e o bem-estar das gerações vindouras.

Ensinar hoje é também educar para a sustentabilidade. É integrar nos currículos e nas investigações temas como:

  • Energia limpa e acessível, como a solar térmica;
  • Gestão responsável dos recursos naturais;
  • Tecnologias apropriadas ao contexto local;
  • Consumo consciente e economia circular.

Aprender e ensinar com consciência ambiental é um acto de responsabilidade. Cada descoberta científica, cada aula dada, cada artigo publicado pode ser uma semente de mudança — uma contribuição para um mundo mais justo, equilibrado e sustentável.

A todos os que vivem este ciclo virtuoso: que o vosso saber seja também um instrumento de cuidado com o planeta. Que a vossa paixão pelo conhecimento se transforme em acções concretas que protejam a Terra e inspirem outros a fazer o mesmo. Porque o verdadeiro académico não apenas pensa no presente — ele prepara o futuro. Os detalhes do ciclo sao apresentados na figura abaixo.

Ciclo Virtuoso de Saber e Sustentabilidade

AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE SECADOR SOLAR DE FRUTAS E VEGETAIS FEITO DE BLOCO DE ARGILA QUEIMADO

 O estudo avaliou a eficiência energética de um secador solar de frutas e vegetais construído com blocos de argila queimados e pedra-sabão como material de armazenamento térmico sensível, visando mitigar perdas pós-colheita nas zonas rurais. Utilizando uma abordagem experimental, o protótipo foi testado em condições reais na província de Manica, demonstrando que a pedra-sabão aumentou a estabilidade térmica e retardou o arrefecimento após a redução da radiação solar, com eficiência térmica variando entre 19,6% e 38,5%. A análise económica indicou viabilidade, com um Valor Presente Líquido de 39.623,11 MZN, uma Taxa Interna de Retorno de 70%, um Índice de Benefício-Custo de 2,72 e Payback de 1,65 anos. Conclui-se que o uso de materiais locais como argila e pedra-sabão oferecem uma alternativa eficaz, sustentável e replicável para a conservação de produtos agrícolas em comunidades com recursos limitados, recomendando-se a disseminação desta tecnologia em regiões com condições semelhantes.

Orientador e Engenheiro Junior 




Secador solar de frutas - protótipo, produzido pelo candidato a Engenheiro Ismail Ambição 

Energia Solar Térmica em Moçambique: Solução Sustentável ou Tecnologia Subaproveitada?

 Apesar do elevado potencial solar que Moçambique possui, a energia solar térmica continua a ser uma tecnologia pouco explorada no país. Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os factores que limitam a sua expansão — desde os custos dos materiais até à falta de políticas públicas eficazes — e apresenta alternativas viáveis, como o uso de chapa de zinco em sistemas de aquecimento solar.

A discussão convida os leitores a pensar sobre:

  • O papel da inovação local na superação de barreiras técnicas.
  • A importância da formação técnica e da sensibilização comunitária.
  • Como a energia solar térmica pode contribuir para a autonomia energética em zonas rurais.



Capitulo 5 do Livro: New Horizons of Science, Technology and Culture Vol. 4

Capitulo 5 

Resumo da Publicação

Moçambique possui um dos maiores potenciais de radiação solar da África Austral, o que representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento de tecnologias de energia solar térmica. Este estudo analisa o estado actual, os desafios e as perspectivas da energia solar térmica no país, com especial enfoque na sua aplicação em edifícios sustentáveis para aquecimento.

Apesar das condições naturais favoráveis, a adopção de sistemas solares térmicos permanece limitada devido a barreiras económicas, técnicas e institucionais. O autor destaca iniciativas bem-sucedidas, como o programa SOLTRAIN, e explora abordagens inovadoras que utilizam materiais alternativos — como a chapa de zinco — para reduzir os custos de implementação.

A publicação recomenda políticas públicas direccionadas, reforço da capacidade local e inovação tecnológica como caminhos essenciais para desbloquear o potencial da energia solar térmica em Moçambique, contribuindo para a transição energética e o desenvolvimento sustentável.


Abstract

Mozambique possesses one of the highest solar irradiation potentials in Southern Africa, offering a strategic opportunity for the development of solar thermal energy technologies. This study explores the status, challenges, and prospects of solar thermal energy in Mozambique, emphasising its role in sustainable building heating. Despite favourable natural conditions, the adoption of solar thermal systems remains limited due to economic, technical, and institutional barriers. The paper highlights successful case studies, such as the SOLTRAIN initiative, and discusses innovative approaches using alternative materials to reduce costs. It concludes by recommending targeted policies, local capacity building, and technological innovation to unlock the full potential of solar thermal energy in Mozambique.

Keywords: Solar thermal energy systems, renewable energy, sustainable building, heating technologies, energy policy, innovation


How to Cite

Fernando Chichango. (2025). Advancing Solar Thermal Energy in Mozambique: Technologies, Barriers and Sustainable Development Pathways. New Horizons of Science, Technology and Culture Vol. 4, 66–76. https://doi.org/10.9734/bpi/nhstc/v4/6045

Publicações Científicas

 Sobre Fernando Aníbal Chichango

Publicações CIentíficas

Fernando Aníbal Chichango é investigador moçambicano dedicado ao estudo e desenvolvimento de soluções sustentáveis no sector energético, com especial enfoque nas tecnologias solares térmicas. A sua trajectória académica e profissional tem sido marcada por uma profunda preocupação com o progresso científico alinhado às realidades locais, promovendo o uso de materiais acessíveis e técnicas adaptadas ao contexto de Moçambique.

Autor de diversos trabalhos científicos, incluindo o capítulo Advancing Solar Thermal Energy in Mozambique: Technologies, Barriers and Sustainable Development Pathways, publicado na colectânea New Horizons of Science, Technology and Culture, Fernando tem contribuído activamente para o debate sobre transição energética, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável em África.

A sua investigação combina rigor técnico com uma abordagem prática, valorizando o saber local e a integração comunitária nos processos de inovação. Actualmente, encontra-se a preparar a sua tese de doutoramento, onde aprofunda o estudo de materiais como a chapa de zinco para aplicação em sistemas solares térmicos, explorando caminhos viáveis para a autonomia energética em zonas rurais e periurbanas.

Este espaço serve como repositório das suas publicações académicas, reflexões pessoais e contribuições para o avanço da ciência em Moçambique e além-fronteiras.

Conferência Internacional de Sustentabilidade e Educação para o Desenvolvimento Sustentável


Dias 3 a 5 de Setembro 2025 na UP Maputo 

Programa da conferência

EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: USO DE AQUECEDOR SOLAR DE ÁGUA A PARTIR DE MATERIAIS ALTERNATIVOS NAS COMUNIDADES MOÇAMBICANAS

Abstract. The transition to renewable energy sources is essential to achieve environmental and social sustainability. This study explores the implementation of solar collectors made from alternative materials in rural communities in Mozambique, highlighting the importance of education for sustainable development. Through participatory educational programs, we aimed to empower local communities to build and maintain solar collectors using locally available and accessible resources. The research analyzes the environmental, economic, and social impacts of adopting alternative solar technologies, promoting energy autonomy, and reducing dependence on non-renewable sources. The educational methods include participatory education, where community members share their experiences and knowledge, and continuous training programs that offer technical and educational support. Additionally, demonstration models were implemented to show the practical benefits of solar collectors, and partnerships were established with local organizations, NGOs, and educational institutions to strengthen educational efforts. These partnerships have been crucial in providing the necessary resources and expertise to ensure the success of the educational initiatives. Preliminary results indicate a significant improvement in the quality of life of the communities involved, as well as increased awareness of sustainable practices. The adoption of solar technology has not only provided a reliable source of energy but also fostered a sense of community and collaboration among the participants. This work contributes to the debate on education as a fundamental tool for sustainable development and offers a replicable model for other regions facing similar challenges. By integrating local knowledge and resources, the project demonstrates the potential for scalable and sustainable solutions in energy transition.

Keywords. Sustainability, Community Education, Solar Collectors, Alternative Materials, Energy Autonomy.

Resumo. A transição para fontes de energia renováveis é essencial para alcançar a sustentabilidade ambiental e social. Este estudo explora a implementação de colectores solares feitos de materiais alternativos em comunidades rurais de Moçambique, destacando a importância da educação para o desenvolvimento sustentável. Por meio de programas educacionais participativos, buscamos capacitar as comunidades locais a construir e manter colectores solares utilizando recursos disponíveis e acessíveis localmente. A pesquisa analisa os impactos ambientais, econômicos e sociais de adotar tecnologias solares alternativas, promovendo a autonomia energética e reduzindo a dependência de fontes não renováveis. Os métodos educacionais incluem educação participativa, onde os membros da comunidade compartilham suas experiências e conhecimentos, e programas de treinamento contínuos que oferecem suporte técnico e educativo. Além disso, foram implementados modelos de demonstração para mostrar os benefícios práticos dos coletores solares, e parcerias foram estabelecidas com organizações locais, ONGs e instituições educacionais para fortalecer os esforços educacionais. Essas parcerias têm sido cruciais para fornecer os recursos e a expertise necessários para garantir o sucesso das iniciativas educacionais. Os resultados preliminares indicam uma melhoria significativa na qualidade de vida das comunidades envolvidas, bem como um aumento na conscientização sobre práticas sustentáveis. A adoção da tecnologia solar não apenas forneceu uma fonte confiável de energia, mas também fomentou um senso de comunidade e colaboração entre os participantes. Este trabalho contribui para o debate sobre a educação como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável e oferece um modelo replicável para outras regiões que enfrentam desafios semelhantes. Ao integrar o conhecimento e os recursos locais, o projeto demonstra o potencial para soluções escaláveis e sustentáveis na transição energética.

Palavras-chave: Sustentabilidade, Educação Comunitária, Coletores Solares, Materiais Alternativos, Autonomia Energética.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

A comunidade e a colaboração são fundamentais para o crescimento individual

 

A comunidade e a colaboração são fundamentais para o crescimento individual e institucional, especialmente no campo da Pesquisa e Gestão da Inovação. A interação entre pesquisadores, instituições e a indústria pode levar a avanços significativos, como demonstrado pelo estudo que analisa a colaboração em produção científica na área de gestão da inovação no Brasil (https://doi.org/10.1590/S1676-56482010000200010)    

Este estudo revela que, apesar da colaboração interinstitucional ainda estar abaixo dos níveis internacionais, há um reconhecimento crescente da sua importância para o avanço tecnológico e competitividade. Além disso, a formação de redes e mecanismos de cooperação é crucial para unir o componente prático da gestão das atividades de inovação nas empresas com os aspectos científicos da organização das atividades de pesquisa e desenvolvimento.

     A colaboração científica entre grupos de pesquisa de diferentes áreas também é destacada como um meio de superar desafios, compartilhar recursos e melhorar a qualidade e a disseminação do conhecimento. A cooperação promove não apenas a solidariedade e a confiança, mas também estimula a aprendizagem e o crescimento tanto no nível individual quanto coletivo, como indicado por fontes que discutem o papel da cooperação no desenvolvimento humano e social.

     Portanto, é evidente que a colaboração e a comunidade são essenciais para fomentar a inovação e o desenvolvimento sustentável. Elas permitem a troca de conhecimentos diversificados, reflexão sobre experiências e aprendizado por meio da interação e experimentação. Esses processos colaborativos são a chave para enfrentar a velocidade crescente das mudanças tecnológicas e a competitividade internacional, preparando indivíduos e instituições para um futuro inovador e próspero.

     Projetos de pesquisa colaborativos têm sido fundamentais para o avanço do conhecimento e a resolução de problemas complexos que transcendem as capacidades individuais. Um dos exemplos mais proeminentes é a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), que tem estado na vanguarda da descoberta científica desde a sua criação em 1954. Os esforços colaborativos do CERN levaram a descobertas inovadoras, como a partícula de bóson de Higgs e o desenvolvimento da World Wide Web. Outro exemplo notável é o Projeto Genoma Humano, um projeto internacional de pesquisa científica com o objetivo de mapear todos os genes do genoma humano. Este projeto não apenas revolucionou o campo da genética, mas também estabeleceu um precedente para futuros esforços de pesquisa colaborativa.

 

No campo da ciência ambiental, a Rede de Pesquisa Ecológica de Longo Prazo (LTER) realiza pesquisas de longo prazo sobre questões ecológicas que podem durar décadas, fornecendo dados valiosos sobre as mudanças ambientais e seus impactos. A rede envolve a colaboração entre vários locais de pesquisa nos Estados Unidos e até internacionalmente. Da mesma forma, a Estação Espacial Internacional (ISS) serve como um centro de colaboração entre agências espaciais dos Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá, facilitando a pesquisa em astrobiologia, astronomia, meteorologia, física e outros campos no ambiente único de microgravidade do espaço.



O projeto COVID Moonshot é outro exemplo de um esforço colaborativo bem-sucedido, onde cientistas de diferentes países e disciplinas se uniram para projetar medicamentos antivirais em resposta à pandemia COVID-19. Este projeto exemplifica como a colaboração pode acelerar o ritmo das descobertas científicas, especialmente em tempos de crises globais.

 

A colaboração em pesquisa não se limita a projetos de grande escala; Ocorre também a nível comunitário. Por exemplo, o Flint Water Study reuniu pesquisadores da Virginia Tech e membros da comunidade em Flint, Michigan, para abordar a crise de contaminação da água. Essa parceria não apenas proporcionou soluções imediatas, mas também destacou a importância do engajamento da comunidade na pesquisa.

 

Esses exemplos ilustram o poder da pesquisa colaborativa em reunir diversos conhecimentos e recursos para enfrentar desafios complexos. Tais parcerias são essenciais para o progresso científico e têm o potencial de criar impactos duradouros na sociedade e no meio ambiente. Projetos de pesquisa colaborativa exemplificam a sinergia que pode ser alcançada quando indivíduos e instituições trabalham juntos em direção a um objetivo comum, levando a avanços que beneficiam a humanidade como um todo.

 

     


 

Projetos de pesquisa colaborativos, embora ofereçam benefícios significativos, como perspectivas diversas e recursos compartilhados, também encontram uma infinidade de desafios. Um dos principais obstáculos é a coordenação entre diferentes fusos horários, o que pode impedir a comunicação e o fluxo de trabalho. O alinhamento de objetivos compartilhados em meio a expectativas potencialmente conflitantes de várias partes interessadas é outra questão comum que requer negociação e gerenciamento cuidadosos. Além disso, garantir a distribuição equitativa de fundos e a gestão adequada dos recursos muitas vezes se torna uma tarefa complexa, especialmente quando os colaboradores estão espalhados por várias instituições ou países.

 

A dinâmica de poder também pode representar um desafio significativo, particularmente quando há disparidades entre parceiros acadêmicos e outros parceiros de pesquisa, potencialmente levando a conflitos ou desequilíbrios na contribuição e no reconhecimento. Barreiras de conhecimento e idioma podem surgir, especialmente em colaborações internacionais, exigindo esforços adicionais para estabelecer entendimento comum e canais de comunicação eficazes. Diferentes formas de trabalho, pressões e tempos.

Para se envolver em uma comunidade de pesquisa e inovação, é importante começar identificando seus interesses e objetivos dentro deste campo. Uma vez definidos, pode-se buscar comunidades existentes que compartilhem desses mesmos interesses. Muitas vezes, essas comunidades podem ser encontradas em plataformas digitais e redes sociais, onde membros trocam conhecimentos e experiências. Participar de eventos, conferências e workshops também é uma maneira eficaz de se conectar com profissionais da área e descobrir grupos de pesquisa e inovação. Além disso, contribuir com fóruns online e grupos de discussão pode ajudar a estabelecer sua presença na comunidade.

 

Universidades e institutos de pesquisa frequentemente hospedam eventos e projetos colaborativos que estão abertos à participação da comunidade. Essas instituições também podem oferecer programas de treinamento ou parcerias que permitem o envolvimento direto com a pesquisa e inovação. Outra estratégia é se conectar com incubadoras de empresas e aceleradoras, que muitas vezes têm uma forte componente de inovação e oferecem oportunidades de networking.

 

É igualmente benéfico criar e cultivar sua própria rede de contatos, mantendo-se ativo em discussões relevantes e compartilhando suas próprias ideias e trabalhos. Isso pode incluir a publicação de artigos, participação em painéis de discussão e colaboração em projetos de pesquisa. Ao demonstrar seu conhecimento e interesse, você pode atrair a atenção de outros membros da comunidade e abrir portas para oportunidades de colaboração.

 

Além disso, muitas comunidades de inovação incentivam a participação ativa, oferecendo papéis de liderança ou comitês organizacionais que você pode se candidatar para ajudar a moldar a direção da comunidade. Isso pode ser uma excelente maneira de contribuir significativamente e ao mesmo tempo desenvolver habilidades de liderança e gestão.

Finalmente, é essencial manter-se atualizado com as últimas tendências e desenvolvimentos na área de pesquisa e inovação. Isso não só irá ajudá-lo a contribuir de forma mais eficaz para a comunidade, mas também permitirá que você se beneficie do conhecimento coletivo e das oportunidades que surgem dentro desses grupos. A participação em comunidades de pesquisa e inovação é uma jornada contínua de aprendizado, colaboração e descoberta.

domingo, 5 de maio de 2024

Uma Visão do Potencial de Energia Renovável em Moçambique: An Overview

Visão Geral do potencial Energético em Moçambique 

     Moçambique é dotado de abundantes recursos energéticos renováveis, mas a capacidade do país de explorar e utilizar esses recursos é limitada. Atualmente, o país enfrenta muitos desafios em relação ao acesso e à qualidade da energia, e há um grave problema de desertificação nas áreas rurais. Cerca de 67% da população vive e trabalha em áreas rurais, e 80% da energia utilizada no país é na forma de biomassa tradicional, o que leva a sérios impactos ambientais e de saúde negativos. 

    É fundamental compreender onde existem oportunidades para explorar esta riqueza e quais tecnologias são adequadas para aproveitar os recursos energéticos renováveis para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Assim, este trabalho apresenta uma visão geral da situação energética de Moçambique e do potencial dos recursos energéticos renováveis, com foco em quatro grandes fontes: solar, hídrica, eólica e biomassa. 

    Embora o país tenha um enorme potencial em energia renovável, mais de 23.000 GW, a taxa de acesso à eletricidade é de aproximadamente 40%. Além disso, o país tem um dos custos de energia mais altos da região subsaariana em proporção à renda. Considera-se que o quadro legislativo para o sector da energia está em grande parte em vigor, mas a aplicação e a execução do regime regulamentar parecem ficar consideravelmente atrasadas devido à falta de recursos financeiros. 

Mais detalhe sobre o assunto pode ser encontrado no artigo: The potential of renewable energy in Mozambique: an overview

Cite: Cristóvão L, Chichango F, Massinga P, et al. (2021). The potential of renewable energy in Mozambique: an overview. Journal of Energy Technologies and Policy, 2021, 11:30–37.


Tecnologias de Energia Solar Térmica em Moçambique: Situação Actual e Tendências Futuras

    A economia e a população de Moçambique estão a crescer rapidamente, aumentando assim as suas necessidades energéticas. O país é amplamente dotado de recursos energéticos naturais abundantes e de alta qualidade, mas o acesso à eletricidade ainda é um desafio para muitas pessoas, sem mencionar os problemas relacionados aos apagões. O crescimento previsto das zonas urbanas e rurais representa um desafio energético e climático significativo. A falta de acesso à energia é um fator importante para o lento progresso no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

    A energia solar é vista como uma das fontes de energia mais promissoras, tanto para o fornecimento de eletricidade quanto para fins térmicos. O país apresenta consistentemente um alto nível de radiação solar em todo o território e durante todo o ano. A irradiação horizontal global varia entre 1785 e 2206 kWh/m2/ano, mas a contribuição para a oferta global ainda é marginal. 

    Entender as tecnologias adequadas para o aproveitamento da energia solar térmica é fundamental para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Neste estudo, as tecnologias solares térmicas são amplamente revisadas e barreiras e oportunidades são discutidas. Embora o país possua um enorme potencial solar para o uso de energia térmica, são poucos os sistemas instalados (3MWP), com destaque apenas para sistemas domésticos multifamiliares de circulação de força, coletores solares planos e tubos de vácuo em operação em residências unifamiliares. 

    Além disso, a inovação dos sistemas térmicos domésticos poderia ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir os custos do imposto de eletricidade nas residências. Palavras-chave: mudanças climáticas, eletricidade, energia térmica, coletor solar, radiação.

Para mais detalhes visite o Mozambique Solar Thermal Energy Technologies: Current Status and Future Trends

Cite: Chichango F., & Cristóvão L. (2021). Mozambique Solar Thermal Energy Technologies: Current Status and Future Trends, Journal of Energy Technologies and Policy, 11(5).

Obrigado pelo seu tempo esperamos comentários para melhoramos a nossa prestação da informação


Calculadora para estimativas de energias.

Wind Turbine Calculator [HAWT and VAWT] (omnicalculator.com) 

 


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Chuva de Projectos sem membros para pesquisa ou financiamento

Este blog foi criado para servir como banco de problemas e temas para pesquisas. 

Os temas são colocados aleatoriamente para uma reflexão na possibilidade de serem dados andamento.

Esta iniciativa surge da necessidade de união de pensamentos para o desenvolvimento de iniciativas capazes de ajudar jovens a fazerem algo em prole do desenvolvimento pessoal e de Moçambique no geral.

SOLTRAIN - Projecto de trainamento e demonstracao de uso de energia solar para aquecimento de agua.

ENPCT, E.P - Empresa Nacional de Parques de Ciencia e Tecnologia, local perfeito para o desenvolvimento de projectos tecnologicos.


Tema 1: Avaliação da interligação de instituições Moçambicanas ligadas a Energias Renováveis.
Tema 2: Cursos de Curta duração em Energia Solar Térmica;

Tema 3: Diferença entre Painéis Solares Fotovoltaicos (PV) e Colectores Solares.